domingo, 30 de janeiro de 2011

Cães da minha Rua...

Quando penso neste animais não sei se sinto pena deles, se dos donos, ou mesmo de mim…
Não entendo se é moda, estatuto ou se simples posição social, afirmar que se tem um cão de determinada raça. Vivo sem vergonha, numa habitação que foi pensada e desenhada como sendo para morar pessoas, com boas dimensões para se ter uma vida desafogada sem grandes luxos e sem espaço contíguo para animais. O bairro é todo semelhante, e quando oiço o latir dos amigos caninos faz-me sempre questionar onde sobrevivem estes animais.
As ruas têm passeios largos e estacionamentos para os carros, que se aglomeram, deixando para casa de banho dos animais as estradas ou os passeios, para o qual não se fazem rogados para deixarem as suas grandes cagádas. Logo fico deveras incomodado com a subtileza com que os donos olhão para o lado quando os seus animais atrelados ou não, defecam como se o problema fosse dos outros, e não dos respectivos proprietários.
Quando se viaja um bocadinho e se sai deste nosso provincianismo português, verificamos por esse mundo fora (Europa e Países desenvolvidos) que os donos de animais gostam deles, tem estatuto de serem donos dos animais, e tentam dar as melhores condições físicas e higiénicas, nas quais faz parte, (e obrigatoriedade) a limpeza dos excrementos dos seus animais, sejam eles feitos em zona citadina ou em espaços públicos como jardins, parques infantis, etc, etc.
Estes seres (cães) tem direitos, e  temos a obrigação de dar algumas condições de vida para a sua existência. Ao afirmar isto estou a comentar um infeliz que passa por mim diariamente de trela metido, cabeça baixa, num desconforto total de ter nascido arraçado de Rottweiller e hoje poderem confundi-lo com um porco preto de tão gordo por falta de exercício que este pobre coitado deve padecer. Outro caso é de uma pequena varanda 1m X 4m ser o espaço diário permanente para dois animais de porte médio, que no verão não morreram já, de desidratação, sabe Deus porquê.
Como estes existem dezenas de casos na vizinhança. Claro que não faço este meu desabafo só porque tenho muita pena dos cães que não tem outras condições, dos donos que não moram longe de mim e que não são minimamente higiénicos, mas também pelo azar que me atormenta quando transporto os meus filhos pequenos ao colo….!!!   Passo a explicar; nos últimos tempos tenho sido vítima das minas estacionadas nos passeios. Porque quando se transporta uma criança ao colo, neste inverno frio e chuvoso, (apressadamente) não tenho feito o “slalon” perfeito e tenho sido um alvo preferido para por o sapato num destes presentes, dos meus vizinhos.
Estão a perceber aonde quero chegar; vingança, vingança, vou estar atento aos cães e respectivos donos, vou recolher a mérda que os ditos fazem e vou subir ao andar onde moram, esfregar a porcaria no tapete da entrada para os fazer compreender aonde realmente quero chegar. Ter cão não chega, é preciso cuidar dele e dos outros que gostavam de os ter mas não tem, porque não há condições para os ter. Viver nestes andares e passear com eles sem as mínimas responsabilidades higiénicas para a nossa sociedade, está para lá da minha paciência, por favor limpem a porcaria que fazem….  

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Prometi...menti

Finalmente já estamos em Janeiro, o tal mês que alem de ser o primeiro... trás a fama de ser o de pouco dinheiro. Ou é só a fama, ou na realidade não nos portámos bem em “Dezembro”?
Pois é! No fim de um ano que aparece o Natal, as prendas, os gastos, as despedidas, as maiores ou menores extravagâncias, que temos medo que o mundo vá acabar, e que não passa de uma só noite com o mesmo numero de horas que as outras.
Mas em Janeiro é que são elas, promessas, desculpas, e contas por acertar!!!
Prometemos no principio do ano sempre mil e uma coisas, para o ano que entramos, em cima da cadeira, com 12 passas na mão, a bater panelas, com as cuecas azul vestidas, etc, etc, etc...
Este é que vai ser o tal ano que eu não faço isto ou aquilo, deixo de fumar, comer bolos, ser mal disposto, vou ao ginásio, não gasto o que não tenho, sei lá, prometemos tudo e ficamos felizes.
O difícil é nos lembrar-mos das promessas que não cumprimos do ano anterior, e do anterior, e do anterior,... não vale a pena pensar que eu não prometi também alguma coisa, sou humano e naturalmente como todos, prometi (mas não vos vou divulgar a minha promessa, não a devo cumprir) mas prometi.
Mas o importante desta minha história e o que eu queria mesmo, era cair na realidade do ano que entrámos com os dois pés. O principal está na nossa mentalidade, não vamos prometer se não conseguimos controlar o pensamento. Isto é, vamos pensar um pouco mais antes de tomarmos decisões ou atitudes que depois nos vamos arrepender. Vamos mudar um pouco as nossas atitudes com os outros para nos sentirmos bem connosco.
Vai ser fácil encho o peito de ar e relaxo um pouco, e de certeza que vou ter um ano muito melhor, não me vou precipitar tantas vezes....